Almanaque umdoistres

Agosto 2019

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Estes icríveis, fantásticos e assustadores flagrantes da natureza.


https://www.youtube.com/watch?v=q3zssalmDRg

https://www.youtube.com/watch?v=AYA6-hrbwtE

https://www.youtube.com/watch?v=8Xl15D5v5GI

https://www.youtube.com/watch?v=e8SecJjhb0I

https://www.youtube.com/watch?v=N2P80EUkBE8

https://www.youtube.com/watch?v=KaewCYb_Gbo

https://www.youtube.com/watch?v=psy_zg5mVPQ

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https://www.youtube.com/watch?v=bWswUEp2CsE

https://www.youtube.com/watch?v=Mnc9maWkmf4
 

A taxa por flatulência de vacas e outros cinco impostos 'estranhos' da história

O pagamento de impostos, como ilustra essa gravura britânica, acontece há mais de 5.000 anos

Já dizia Benjamin Franklin, um dos fundadores dos Estados Unidos, "só há duas coisas garantidas na vida: morte e impostos."

A ideia de um Estado ou governante que cobra dinheiro de seus cidadãos - em tese, para oferecer vários serviços públicos - nasceu no Egito Antigo há cerca de 5.000 anos.

Desde então, o conceito foi adotado por todo tipo de civilizações ao redor do mundo.

Cobrados por meio de taxas sobre bens e serviços ou na forma de impostos diretos - como o imposto de renda, que foi criado pelos britânicos em 1800 para financiar a luta contra Napoleão -, impostos são contribuições obrigatórias cujo descumprimento é passível de punição por lei.

Alguns tiveram tanto impacto que chegaram a provocar guerras. Talvez o caso mais notório tenha sido a tarifa sobre o chá e outros bens que levou os colonos nos Estados Unidos a se rebelarem contra a Coroa britânica. A disputa deu origem à guerra da independência do país.

Mais recentemente, a taxação de alguns produtos, como sacolas plásticas - um dos maiores poluentes do planeta - tem objetivo de reduzir seu uso.

Porém, a história dos impostos também está cheia de taxas que, pelo menos à primeira vista, podem parecer ridículos.

Nesta reportagem, a BBC reuniu o que talvez sejam os seis impostos mais curiosos da história.

1 - O óleo do faraó

Os faraós do Egito Antigo usavam coletores de impostos, então chamados de escribas, para arredar dinheiro dos súditos. Não existiam impostos diretos, apenas taxação sobre alguns produtos.

Um deles era o óleo de cozinha.

Os egípcios não só tinham de pagar uma taxa para usar óleo, mas também eram forçados a comprá-lo diretamente do faraó, que tinha o monopólio do produto.

O abuso não terminava aí: a reutilização do óleo era proibida, e o faraó mandava funcionários fiscalizarem as casas dos cidadãos.

2 - Um xixi caro

Muito tempo depois, durante o século 1º, um imperador de Roma resolveu taxar um produto ainda mais exótico que o óleo de cozinha: a urina.

Isso porque a amônia, um composto químico encontrado na urina, teve vários usos industriais, especialmente na lavanderia. Ela também era amplamente utilizada em curtumes.

O então imperador Vespasiano decidiu cobrar uma taxa sobre a venda da urina coletada em latrinas públicas.

Acredita-se que, por causa da taxa, foi criada a expressão em latim pecunia non olet (dinheiro não tem cheiro).

Não se sabe exatamente quanto Vespasiano conseguiu angariar com este imposto curioso. Por outro lado, a fama do imperador ficou para sempre associada à urina - até hoje, em Roma, mictórios públicos são conhecidos como "vespasiani", em homenagem ao monarca.

3 - Pelas barbas de Henrique e Pedro

Por volta de 1500, ocorreu ao rei da Inglaterra Henrique 8º uma nova forma de arrecadar dinheiro para a Coroa: as barbas. Então ele criou um imposto para todos os homens que usavam barba - a taxa variava conforme a condição social do cidadão.

"A ideia era ser um sinal da classe mais alta. O imposto indicava que você tinha dinheiro suficiente para pagar uma taxa para usar sua barba", disse à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, a especialista em impostos Heather Self, sócia da firma de contabilidade Blick Rothenberg.

A filha de Henrique, Isabel 1ª, manteve o imposto quando chegou ao poder. A taxa era cobrada de quem tinha barba com mais de duas semanas.

Quase dois anos depois, o czar Pedro 1º da Rússia, mais conhecido como Pedro, o Grande, implementou o mesmo imposto, mas, nesse caso, o pretexto foi mudar os hábitos capilares de seus súbitos.

Aparentemente, o czar queria incentivar os russos a se barbear - ele queria que os homens adotassem o estilo usado na Europa Ocidental.

4 - Uma vista que custa mais

Em 1696, os britânicos encontraram outra maneira criativa de imposto para os mais ricos: começaram a taxar as janelas.

Quanto mais janelas uma casa tivesse, mais impostos o dono do imóvel tinha que pagar.

A lógica era que as propriedades dos ricos tinham mais janelas.

Mas a verdade é que o imposto levou as pessoas a construir casas com menos janelas. Mesmo hoje, em algumas casas antigas, podem ser vistos espaços de janelas fechadas com tijolos.

Os problemas de saúde causados pela falta de ventilação nas casas levaram à extinção do imposto em 1851.

5 - A astúcia de Oliver

Os impostos não servem apenas para aumentar a arrecadação do governo - alguns países também os usaram como armas políticas.

O melhor exemplo disso foi dado pelo puritano Oliver Cromwell, que declarou guerra à monarquia da Grã-Bretanha do século 17.

Depois de se impor e ser nomeado "Lorde Protetor" - chefe de Estado da época - da Inglaterra, Cromwell decretou um imposto de renda de 10% para poder financiar uma milícia de repressão aos cidadãos leais à coroa.

Quem teve que pagar essa taxa? Os mesmos monarquistas que ele enfrentou.

6 - A flatulência das vacas

Os exemplos de impostos "criativos" não estão apenas no passado. Atualmente, também há impostos modernos "excêntricos".

Um deles foi o imposto pela flatulência das vacas.

Embora possa soar engraçado, a verdade é que a flatulência do gado contém metano, um dos principais gases causadores do aquecimento global.

É por isso que alguns países da União Europeia já cobram impostos sobre gado.

O país que mais cobra dos pecuaristas pela flatulência de seu rebanho é a Dinamarca, onde o criador deve pagar US$ 110 (R$ 384) em tarifas.


Fonte: https://www.bol.uol.com.br/noticias/2019/07/02/a-taxa-por-flatulencia-de-vacas-e-outros-cinco-impostos-estranhos-da-historia.htm


              As 'fazendas de cadáveres' onde corpos se decompõem ao ar livre

       

Alguns dos corpos são protegidos por gaiolas para evitar que sejam alvos de aves de rapina

Cemitérios forenses são lugares que desafiam vários dos ritos que os humanos têm em relação à morte. Esses lugares, onde os cadáveres são deixados ao ar livre por semanas ou meses, ajudam a solucionar crimes, embora alguns cientistas tenham críticas sobre eles.

No meio de um gramado há alguns arbustos de aproximadamente um metro de altura.

Eles são um pouco mais altos que os demais, porque o pedaço de terra em que crescem se alimenta de substâncias liberadas por cadáveres humanos que apodrecem por várias semanas.

De longe, o local parece um campo ideal para dar um passeio, mas quando você entra nos arbustos, um forte mau cheiro de morte faz seus olhos lacrimejarem.
O dia está ensolarado e a temperatura chega a 30º - o ar é úmido e pesado.
Cada pessoa come até 121 mil partículas de plástico por ano, diz estudo
A polêmica experiência de edição genética chinesa que pode reduzir expectativa de vida

Neste terreno de pouco mais de um hectare existem 15 corpos humanos espalhados. Eles estão todos nus, alguns trancados em jaulas de metal. Alguns estão cobertos com um plástico azul, outros enterrados e outros diretamente ao ar livre.

Cada corpo forma uma silhueta que parece um montinho de grama morta, mas então, naquele mesmo pedaço de terra, um arbusto vigoroso crescerá, mais alto que os outros.

Esse local aberto é um laboratório de antropologia forense da Universidade do Sul da Flórida, que opera desde 2017 no condado de Pasco, a 25 minutos da cidade de Tampa.

O campo fica em uma zona rural, próximo de um presídio.

As pessoas comumente chamam o local de "fazenda de cadáveres", embora os cientistas prefiram chamá-lo de cemitério forense ou laboratório de tafonomia, área da ciência que estuda o que acontece a um organismo após sua morte.

Na verdade, essa "fazenda" inicialmente seria localizada no condado de Hillsborough, a cerca de 80 km de Pasco, mas os vizinhos se opuseram ao projeto porque temiam a desvalorização de suas propriedades diante do fedor de corpos em decomposição.

As críticas a este tipo de laboratório não vêm apenas de pessoas que não querem viver perto de pessoas mortas. Mesmo dentro da comunidade científica há aqueles que são céticos sobre a necessidade e o valor científico das fazendas de cadáveres.

Mas como são essas fazendas, para que servem e por que geram tanta controvérsia?

Corpos em decomposição

A fazenda de cadáveres da Universidade do Sul da Flórida é uma das sete existentes nos Estados Unidos. Também há algumas na Austrália. Países como Canadá e Reino Unido têm planos para abrir seus primeiros campos do tipo neste ano.

Os cadáveres que estão na fazenda da universidade americana são de pessoas que antes de morrer decidiram doar voluntariamente seus corpos para a ciência. Em outros casos, são os parentes do falecido que decidem dar o corpo à perícia.

O objetivo principal desses lugares é entender como o corpo humano se decompõe e o que acontece no ambiente que o rodeia durante esse processo.

A compreensão desse processo fornece dados para a resolução de crimes ou para a melhora das técnicas de identificação de pessoas.

"Quando alguém morre ocorrem muitas coisas ao mesmo tempo (no corpo)", diz Erin Kimmerle, diretora do Instituto de Antropologia Forense da Universidade do Sul da Flórida. "Ocorre desde a decomposição natural, até a chegada de insetos e mudanças na ecologia."

Kimmerle e sua equipe consideram que a melhor maneira de entender o processo de decomposição é observá-lo em tempo real, com corpos reais em um ambiente real. Segundo Kimmerle, em geral o corpo humano passa por quatro etapas depois da morte.

Na primeira, chamada de "corpo fresco", a temperatura do cadáver cai e o sangue deixa de circular - ele também se concentra em certas partes do corpo.

Então, durante a "decomposição inicial", as bactérias começam a consumir os tecidos - a cor da pele também começa a mudar. No terceiro estágio, a "decomposição avançada", os gases se acumulam, o corpo incha e os tecidos se rompem.

Finalmente, inicia-se a "esqueletização", que se evidencia pela primeira vez no rosto, nas mãos e nos pés. Em algumas condições de umidade e outros fatores, o corpo pode ser naturalmente mumificado.

Esses estágios, no entanto, são influenciados pelo ambiente em que o corpo está - e isso é de interesse para a ciência forense.

Dados valiosos

Na fazenda, alguns corpos ficam dentro de uma cerca de metal para que animais carnívoros, como aves de rapina, não os ataquem.

A gaiola impede que eles sejam comidos por gambás e abutres, então, a perícia pode estudar como ocorre a decomposição tecidual. Os cientistas também observam a ação dos vermes, que se alimentam dos órgãos internos do cadáver.

Por outro lado, outros corpos estão totalmente expostos, à mercê dos animais que chegam em bandos. Eles fazem buracos na pele, rasgam músculos e tecidos e até mesmo rodeiam o corpo para comer o máximo que podem.

Enquanto isso, os pesquisadores visitam a fazenda todos os dias para tirar fotos e filmar, observar como a decomposição evolui e comparar o processo de cada um de acordo com as condições do local onde estão.

Geólogos e geofísicos trabalham em conjunto com a perícia para analisar o solo, a água, o ar e a vegetação. Eles estão interessados ??em saber como as substâncias liberadas pelo corpo mudam as propriedades do local onde ele se decompõe.

"Tentamos obter o máximo de informações de cada indivíduo", diz Kimmerle.

Quando os corpos já são apenas esqueletos, eles são transportados para o que a perícia chama de "laboratório seco", onde limpam os ossos e os armazenam para que estejam disponíveis para estudantes e pesquisadores.

Crimes não resolvidos

Os dados coletados por pesquisadores de tafonomia são úteis para investigações de medicina legal e forense.

A maneira pela qual um corpo é decomposto serve para refinar a estimativa de há quanto tempo uma pessoa está morta ou se o corpo foi movido ou enterrado.

As substâncias que o cadáver libera e o estado do corpo também dão pistas sobre a origem da pessoa. Isso, somado a outros dados genéticos e análise óssea, fornece informações que podem ser aplicadas em casos criminais que ainda não foram resolvidos.

É por isso que parte da missão dessas fazendas é prestar serviços às autoridades que tentam esclarecer homicídios.

Para muitos pode parecer chocante trabalhar diariamente com a morte e ver corpos humanos em um estado que normalmente preferimos esconder.

Para Kimmerle, no entanto, essa questão não é a que causa maior perturbação. "Como profissional da ciência, a gente separa essa conexão", diz ele, referindo-se ao tabu que muitas vezes acompanha o tema da morte.

"Trabalhamos com muitas investigações de homicídios, então, o maior desafio é encarar histórias realmente trágicas. Para mim, o mais tenebroso é ver o que uma pessoa é capaz de fazer com a outra", diz Kimmerle.

Ele também afirma que é um desafio confrontar as histórias de famílias que perderam seus filhos 20 ou 30 anos atrás e ainda estão procurando por seus restos mortais.

Para ela, seu trabalho faz sentido na medida em que ajuda a esclarecer alguns dos quase 250 mil crimes não resolvidos que existem nos Estados Unidos desde 1980.

De onde vêm os cadáveres?

Desde a sua inauguração em outubro de 2017, o cemitério forense recebeu 50 corpos de doadores e tem uma lista de 180 pré-doadores, isto é, pessoas vivas que já decidiram que quando morrerem querem se entregar, literalmente, à ciência.

Os doadores são em sua maioria idosos que já estão planejando seus últimos anos de vida.

"É como planejar sua profissão post-mortem", diz Kimmerle. "É como se os doadores ajudassem a resolver crimes após a morte."

Entre as restrições que existem para doar o corpo estão doenças infecciosas que possam colocar em risco as pessoas que posteriormente estudarão o corpo.

Uma ciência emergente

As fazendas de cadáveres fornecem dados para a ciência, mas também têm limitações.

Patrick Randolph-Quinney, um antropólogo biológico da Universidade Central de Lancashire, no Reino Unido, se diz a favor deste tipo de laboratório, mas afirma que as pesquisas na área ainda são uma ciência emergente.

"O problema com essas instalações abertas é que existe uma série de variáveis que não se pode controlar, mas apenas monitorar", disse Randolph-Quinney à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

"Isso torna os dados que eles produzem muito mais difíceis de interpretar, porque eles não se prestam facilmente para fazer previsões."

Para o antropólogo, o desafio dos cemitérios forense é encontrar novos padrões para coletar informações e compartilhá-las com outros pesquisadores para obter resultados de maior significância estatística.

Sue Black, antropóloga forense da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, também expressa suas reservas. Em um artigo na revista Nature, Black questiona o valor científico dessas fazendas, já que seus estudos são baseados em pequenas amostras e resultados altamente variáveis.

A revista também cita um livro que Black publicou em 2018, no qual ela se refere às fazendas de cadáveres como "um conceito espantoso e macabro".

Kimmrle, por sua vez, vê um futuro promissor para esses laboratórios e acredita que no futuro haverá novas unidades ao redor do mundo.

"Quem entende esse tipo de pesquisa, a profundidade delas e sua importância em aplicações práticas, verá que elas são muito necessárias", conclui Kimmerle.


Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2019/06/19/as-fazendas-de-cadaveres-onde-corpos-se-decompoem-ao-ar-livre.htm

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