VOTOS DE ANO NOVO

Por Alcindo Garcia*

Apesar de não termos tido o ano de 2020 como gostaríamos que fosse, é oportuno que peçamos a Deus que nos dê um Ano Novo melhor. Esta é a expectativa de todos nós que militamos numa profissão que nos obriga a transmitir boas e más notícias o que caracteriza o bom jornalismo. Lamentavelmente não é o que se vê em certos jornais de TVs à noite que revelam quantas contaminações e quantas mortes ocorreram no dia, mas não informam quantos milhares de pessoas foram curadas nas últimas 24 horas.
Nos finais de ano os jornais costumam produzir edições que focalizam a retrospectiva do ano que passou. Isto demanda um exaustivo trabalho de consultas, avaliações, serviços extras, criatividade, além de um senso crítico inteligente na seleção das edições que entram na retrospectiva. Esta coletânea de notícias, reeditadas, vale também como um balanço de fim de ano do veículo de comunicação. Sua proposta foi cumprida. Soube atuar de forma isenta e com espírito crítico vigilante, na defesa do idealismo, das conquistas e das vitórias de um povo.
Ao contrário do que vinha sendo feito em todos os finais de ano, quando as retrospectivas traziam edições mais encorpadas com anúncios e mensagens este ano devido a pandemia que atingiu também o aspecto econômico das empresas, estas deixam de emitir mensagens e votos devido a uma situação financeira que abala as estruturas econômicas do mercado. Vivemos numa época em que a maior mensagem tem que ser dirigida a Deus para que nos livres de uma pandemia que está abalando toda a humanidade. No Brasil diferentemente dos países da Europa e até do Chile onde já existe uma programação de vacinação, no Brasil até agora ainda não existe nenhum projeto nesse sentido por culpa de um presidente da república que menospreza a situação, chegando a designar o terrível vírus como se fosse uma “gripezinha”.
Nesta época só uma manchete há que ser destacada: Deus nos dê um Ano Novo abençoado de saúde para todos nós. Mensagem que traduz o desejo comum para que o ano seja próspero, rico de honestidade, sem a corrupção desordenada que abala os alicerces de uma sociedade onde políticos se enriquecem enquanto a pobreza aumenta no país. Quem reside numa cidade grande pode constatar quantos pobres dormindo debaixo de viadutos, moradores de rua, enquanto políticos corruptos roubam e se enriquecem cada vez mais. Além da pandemia esse é outro vírus a ser combatido.



*Alcindo Garcia é Jornalista - e-mail: alcindogarcia@uol.com.br