Almanaque umdoistres

Junho 2022

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Viagem de trem para Morretes:
o que explorar nas cidades próximas

Além de aproveitar o famoso trajeto de trem, o turista pode desbravar o litoral paranaense e conhecer cidades históricas


Estenda sua passagem por Morretes: além da viagem de trem, veja por onde se aventurar nos arredores da cidade paranaense

O trajeto de trem entre Curitiba e Morretes é um dos passeios ferroviários mais famosos e mais buscados para se fazer no Brasil – principalmente por pessoas que querem ter um gostinho do que é viajar de trem e, no caminho, desfrutar de diversos cenários naturais belos e grandiosos. Além desse passeio em si, o turista encontra uma infinidade de opções do que fazer e para onde ir para dar continuidade à aventura.A própria cidade de Morretes, que fica a 69 km da capital paranaense, reserva uma vasta gama de atrações impressionantes. Construções que preservam a arquitetura do século 18, lagos e a imersão da cidade em meio à natureza são apenas alguns atrativos do local, um prato cheio para turistas em busca de realizar atividades ao ar livre, praticar esportes radicais ou se aventurar pelas cachoeiras. A proximidade com cidades como Campina Grande do Sul, Paranaguá e São José dos Pinhais torna possível que o viajante faça trajetos diferenciados para dar continuidade à viagem pelo estado do Paraná. As opções agradam os mais variados perfis de viajantes, desde mochileiros e adeptos do turismo de aventura até quem procura visitar ilhas paradisíacas ou visitar com crianças.

Viagem de trem de Curitiba para Morretes



Trecho da viagem de trem entre Curitiba e Morretes.
 


Camarote do trem que interliga Curitiba e Morretes.
 


Trecho da viagem de trem entre Curitiba e Morretes.

Com previsão de duração de 4h15 de trajeto, o trajeto ferroviário entre Curitiba e Morretes é tão emblemático que foi considerado pelo The Guardian como um dos passeios sobre trilhos mais incríveis do mundo. Ao longo de todo percurso, o turista desbrava a ferrovia que liga Paranaguá a Curitiba, um trecho histórico que existe desde o século 19 – ela foi inaugurada pela Princesa Isabel em 1885. O motivo pelo qual o trajeto é considerado tão esplendoroso é o fato de estar totalmente imerso nas paisagens naturais da Serra do Mar. Picos tomados por vegetação, cascatas, paredões rochosos, rios, cachoeiras e penhascos estão entre algumas das estrelas que formam o espetáculo presenciado pelo turista das cabines. Além disso, o trem passa por 41 pontes, sendo algumas completamente suspensas ou tão estreitas que dão a impressão de flutuação, e 13 túneis que, juntos, preenchem cerca de 70 km. A rota mais buscada para fazer viajar de trem de Curitiba a Morretes é operada pela Serra Verde Express, cujo trem conta com sete classes diferentes, desde a turística, que custa R$ 149*, até a de luxo, que sai por R$ 317. As saídas acontecem sempre às 8h15 com retorno marcado para Curitiba às 15h. Os passeios só são diários em alta temporada, correspondente aos meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro. No restante do ano, a linha só opera às sextas, sábados e domingos.

Morretes


Visita à produtora de cachaça, banho de rio e passeio entre casarões estão entre opções de passeio em Morretes


Dona de um clima interiorano de muita paz e tranquilidade, Morretes é considerada uma cidade histórica. Até o século 16, a cidade era povoada pelo povo indígena carijó, mas foi apropriada por mineradores em 1646 após a descoberta de jazidas de ouro. Por esse motivos, os casarões coloniais são vistos aos montes na região e têm arquitetura preservada até os dias de hoje. Feirinhas artesanais de rua também atraem turistas para conhecer e comprar a arte local. Elas geralmente são acompanhadas de restaurantes onde se pode experimentar o cardápio local; incluindo o barreado, que é o prato típico e consiste em um ensopado de carne com arroz, banana e farinha de mandioca.. A cachaça de Morretes não pode ficar de fora da experiência, já que é considerada uma das mais deliciosas do Brasil – aliás, é possível visitar o casarão onde se produz a Cachaça Porto Morretes. O turismo na natureza é também um grande forte da cidade. Visitas a quedas d’água, montanhas de mais de 1,5 mil metros e parques naturais são algumas das maravilhas que podem ser incluídas no roteiro. Não podem ficar de fora o Parque Estadual do Pico do Marumbi, que preserva parte da Mata Atlântica e uma cadeia formada por nove montanhas enormes, e o Santuário Nhundiaquara, um parque de 400 hectares que reserva trilhas, cachoeiras e onde é possível mergulhar no rio Nhundiaquara, que tem águas transparentes e rasas.

Antonina


Em Antonina, clima interiorano é predominante; Igreja de Nossa Senhora do Pilar está no ponto mais alto da cidade


Vizinha de Morretes, também é possível fechar passeios de trem que saem de Curitiba, passam por Morretes e têm destino a Antonina – os preços desse trajeto são maiores e saem a partir de R$ 339. Com menos de 20 mil habitantes e a 13 km de Morretes, a cidade preserva até hoje os casarões coloniais e é histórica por ter guardado os primeiros vestígios de ocupação encontrados em sambaquis. As principais atividades para fazer em Antonina são: visitar a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, que fica em um ponto alto da cidade onde se pode observar a Baía de Antonina; curtir a vista do Mirante do Valente, que conta com balanços à beira do penhasco; e conhecer e se deliciar na Fábrica de Balas de Banana, que produz o principal prato típico local.

Campina Grande do Sul


Parque Ari Coutinho Bandeira, em Campina Grande do Sul, é uma reserva que abriga várias represas

A 29,3 km de Morretes, a cidade de Campina Grande do Sul oferece ao turista um gostinho do que é a vida interiorana. É um destino tranquilo para quem quer pisar no acelerador e se reconectar com a natureza. Não à toa, uma das principais atrações da cidade é a Vila dos Animais, uma área de mais de quase 218 mil metros quadrados que imerge o visitante na vida do campo. Tirar leite da vaca, colher ovos e andar a cavalo são algumas das atividades oferecidas, o que atrai muitas famílias e crianças. Os passeios ao fim de semana custam R$ 50 por pessoa.
Campina Grande do Sul é referência em preservação ambiental e conta com dezenas de rios e cachoeiras com águas que abastecem o Rio Iguaçu, a Bacia Hidrográfica do Ribeira e a do Atlântico. Os rios de Capivari, Canguiri e Timbu são os mais conhecidos e buscados, seja para mergulhar, ver as quedas d'água ou fazer passeios de caiaque. Também vale a pena tirar um tempo para visitar o Parque Ari Coutinho Bandeira, que abriga várias represas e tem estrutura para a realização de passeios náuticos e pesca; e o Pico Paraná, a montanha mais alta do estado e do Sul do país. Com um pico que chega a 1.877 metros, o local propicia vistas inigualáveis da Mata Atlântica, das Baías de Paranaguá e Antonina e até da cidade de Curitiba.

Paranaguá


Paranaguá é porta de entrada para a Ilha do Mel; na foto, a Gruta das Encantadas


A cidade de Paranaguá foi fundada em 1648 e é considerada a cidade mais antiga do Paraná. Fica a 42 km de Morretes e representa o principal eixo litorâneo do estado, o que convida turistas para experimentar as praias e conhecer ilhotas imperdíveis. Museus, igrejas, a presença de animais e o Centro Histórico às margens do Rio Itiberê também estão entre as atrações. Vale ainda dar uma passada na Rua da Praia, repleta de sobrados coloniais; o Mercado Municipal de Artesanato, abrigado em uma construção neo-renascentista; e o Aquário Marinho de Paranaguá, que abriga 200 animais, incluindo de espécies endêmicas do litoral paranaense. No entanto, a cidade é muito buscada por turistas por ser a porta de entrada para a paradisíaca Ilha do Mel, conhecida como a ilha dos apaixonados. Lá, o viajante encontra praias completamente isoladas pela mata virgem, trilhas e cartões-postais como a Gruta das Encantadas, a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres e o Farol das Conchas. A Ilha do Mel não permite a entrada de carros e o acesso só pode ser feito por barco, o que por si só já demonstra a tranquilidade e a imersão na natureza que o local proporciona. Também é um destino muito buscado por mochileiros, já que as pousadas oferecem áreas de camping por um preço acessível.

São José dos Pinhais


Enoturismo é o forte de São José dos Pinhais; na foto, a Vinícola Araucária

Apesar de contar com diversas atrações belas ao ar livre, o enoturismo é o principal chamativo do São José dos Pinhais. A cidade fica a 37 km de Morretes e conta com muitas opções deliciosas para quem aprecia um bom vinho e quer conhecer etapas da produção ou degustar alguns rótulos locais. O local também é considerado como um destino romântico e atrai muitos casais. A Rota do Caminho do Vinho, que passa pela Colônia Mergulhão e seu entorno, é uma das mais interessantes do destino e conta com cerca de 30 propriedades rurais que fazem parte da produção local. A cultura italiana estabelecida no local é muito explorada e, até hoje, filhos de descendentes italianos estão na região para difundir os conhecimentos e a cultura de seus antepassados. Cafés coloniais, restaurantes, comerciantes de vinhos e pousadas são alguns dos estabelecimentos encontrados. A Vinícola Araucária promete uma experiência completa de visitação guiada a preços acessíveis (sendo R$ 50 o tour completo e R$ 30 sem a degustação). O visitante tem a oportunidade de aprender sobre a história da vinícola e andar caminhar pelo vinhedo, além de experienciar o processo de vinificação e ainda experimentar três rótulos produzidos pela vinícola.

Pontal do Paraná


Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais é berçário de aves e uma das principais atrações de Pontal do Paraná

A quase 40 km de Morretes, Pontal do Paraná também abriga parte do litoral paranaense e coleciona 48 balneários e belas praias de águas azuis por um trajeto reto de 23 km. Algumas das praias da região formam ondas ideais para surfar, sendo que as principais delas estão em regiões de muito agito e vida noturna badalada, como as praias de Ipanema e do Leste e os balneários Shangri-Lá Santa Terezinha.A cidade também abriga o Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais, um verdadeiro paraíso formado por três ilhas a 11 km da costa. Além dos cenários belos para descansar, a região é considerada como um berçário de aves e abriga o Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná.Além das praias, Pontal do Paraná conta com opções imperdíveis para praticar o ecoturismo. Entre elas a Estrada Ecológica do Guaraguaçu, uma estrada de 26 km pavimentada com conchas. O local também abriga a aldeia indígena Guarani M'Bya, que pode ser visitada mediante agendamento na Funai ou no Departamento de Turismo.

 

Fonte: https://turismo.ig.com.br/destinos-nacionais/2022-05-20/viagem-trem-morretes-o-que-conhecer-cidades-proximas.html


Mar doce: praias do interior paulista

Sem precisar ir até o litoral, em mais de 70 cidades é possível encontrar
o lazer molhado, a pesca, os esportes aquáticos e muita diversão


IACANGA - A prática de esportes náuticos e pesca esportiva encontram muito espaço pela imensidão do Rio Tietê em Iacanga

Praias são locais para diversão. Esportes, banhos de sol, descanso, reunião de amigos e famílias – quase sempre uma sensação de bem-estar. Só no litoral são 622 quilômetros e 293 praias. Porém, há tempos ir à praia deixou de ser sinônimo de ficar de frente para o Atlântico. Em São Paulo, 74 municípios se prepararam para bem receber turistas e moradores à beira de volumosos e atraentes rios. Com areia e tudo o mais.


PARANAPANEMA – Praia Branca, um dos belos locais da Represa Jurumirim, ideal para o lazer e muito procurado pelos turistas.

As praias de água doce que oferecem estrutura em meio a belos cenários para se refrescar, com tranquilidade e natureza. São rios, lagos, represas e a maioria dos lençóis subterrâneos, com uma salinidade próxima de zero. Muitas até se parecem com o litoral mesmo estando a mais de 600 quilômetros do oceano. Esta opção binária de sossego e lazer molhado – sem necessariamente passar por estradas lotadas –, têm convencido muita gente a trocar o mar pelos rios e suas prainhas.


RIFAINA – Praia de Rifaina, com 1,5 km de extensão, é diversão garantida para todos ao longo do Rio Grande.

São locais bem estruturados e até com palmeiras. Caso da praia da cidade de Rifaina, na região de Franca, concorrida por sua natureza, belas paisagens, boa gastronomia, muitas aves e as águas represadas pelo Rio Grande – que separa SP e Minas Gerais. Rio que na capital e grande SP é associado invariavelmente à poluição, o Tietê faz a festa ao longo do percurso que corta o estado, chegando até a divisa com o Mato Grosso do Sul, onde desagua no Rio Paraná. No caminho, cidades como Arealva, Iacanga, Igaraçu do Tietê, Pederneiras e Sabino oferecem uma boa estrutura para quem quer aproveitar as águas do rio e ainda colocar o pé na areia.


ROSANA – Balneário Municipal, conhecido como Prainha de Rosana, fica às margens do Rio Paraná e conta com boa infraestrutura.

Em outra ponta do estado, Rosana, cidade mais distante da capital, se destaca justamente por tudo o que vem da água doce. A pesca, por exemplo, é beneficiada por dois rios que se encontram justamente naquela esquina: o Paranapanema que a separa do Paraná, e o Paraná, limítrofe com o Mato Grosso do Sul – uma típica tríplice fronteira. É água que não acaba mais, de onde são tirados tucunarés, pintados, jaús e outros peixes menos famosos.


PRESIDENTE EPITÁCIO – O Balneário Figueiral, praia de água doce, tem quadra poliesportiva, boa gastronomia, área de recreação e pesqueiro.

Para quem não pesca, o Balneário da cidade é lugar ideal para se divertir com a família e amigos. O local possui banheiros com duchas, estacionamento, quadras de areia, campo de futebol, playground para as crianças, policiamento e corpo de bombeiros. Oferece ainda quiosques equipados com churrasqueira e energia. Para os mais animados, esportes náuticos como esqui, caiaque e mergulho nas águas claras do Rio Paraná, onde, em sua proximidade, encontra-se uma embarcação submersa da década de 20, utilizada na Revolução Paulista dos Tenentes.


BARRA BONITA – É grande a procura por passeios em modernas, confortáveis e seguras embarcações turísticas pelo rio Tietê límpido

Com o mesmo nome do rio que a banha, Paranapanema, da região de Sorocaba, abrange um quinto da Represa de Jurumirim – que toda em dez municípios no centro-sul do estado. Jurumirim vem do tupi e significa “foz pequena”. Tem cerca de 100 quilômetros de comprimento e, em alguns trechos, ultrapassa os três de largura. Destaques de Paranapanema: Praia dos Holandeses, Praia Branca e Ilha do Sol.


RUBINÉIA – A Praia do Sol é um belo exemplo do Turismo Fluvial, à beira do volumoso Rio Paraná.

Outra pequena notável das águas doces é Rubinéia, margeada pelo Rio Paraná, em outro entroncamento: divisa com o Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Os nomes das praias são sugestivos: Praia do Sol, Paia da Esmeralda e Praia do Pedregulho Cor de Rosa. Com uma forte vocação para o turismo náutico, é o destino ideal para esportes aquáticos e pesca esportiva. As praias contam com uma infraestrutura e a gastronomia à base de peixe que já virou marca registrada. Sobre as águas, um dos grandes atrativos da cidade é a Ponte Rodoferroviária que vai até Mato Grosso do Sul.


MIRA ESTRELA – Totalmente arborizada, a famosa Prainha Municipal é um verdadeiro refúgio de 7,2 hectares com generoso pôr do sol

Veja aqui onde ficam as 74 cidades do interior do estado que têm praias:
Adolfo
Araraquara
Arealva
Avaré
Barão de Antonina
Barra Bonita
Batatais
Bauru
Bernardino de Campos
Buritama
Caconde
Canitar
Cardoso
Chavante
Corumbataí
Cubatão
Florínea
Fartura
Iacanga
Ibiúna
Icém
Igaraçu do Tietê
Igaratá
Ilha Solteira
Indiaporã
Ipaussu
Itapevi
Itaporanga
Itapura
Itatinga
Itirapina
Joanópolis
Mendonça
Mesópolis
Miguelópolis
Mira Estrela
Natividade da Serra
Nazaré Paulista
Nuporanga
Ourinhos
Panorama
Paraibuna
Paranapanema
Paulicéia
Pederneiras
Pereira Barreto
Piedade
Piracaia
Piraju
Pirapozinho
Pirassununga
Presidente Epitácio
Rancharia
Ribeirão Pires
Rifaina
Rosana
Rubinéia
Sabino
Sales
Salto Grande
Santa Albertina
Santa Cruz do Rio Pardo
Santa Clara D´Oeste
Santa Fé do Sul
São Bernardo do Campo
São José do Barreiro
São Pedro do Turvo
São Simão
Sertãozinho
Taquarituba
Timburi
Três Fronteiras
Ubarana
Valentim Gentil
Votorantim

 

Fonte: https://www.revistacircuito.com/praias-em-rios-lagos-e-represas-do-interior-paulista/

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