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que,
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e se, quanto, do que, por que, quando, sobre...
Os
chefs espanhóis concordam:
"O frango ao alho não melhora com
mais alho, mas, sim, com molho de
soja, o suco de um limão e alecrim."
Com ingredientes simples e acessíveis, é possível deixar os
pedaços de frango muito mais saborosos Você nunca mais vai comer frango sem graça com essa dica!
O alho é um dos ingredientes mais usados na hora de temperar
frango. Seu aroma marcante e seu sabor intenso fazem dele um
clássico na cozinha, seja qual for o preparo. Mas usar
apenas esse ingrediente (ou até aumentar a sua quantidade)
não garante, necessariamente, um prato mais saboroso.
Para alguns chefs espanhóis, o segredo para um frango ao
alho realmente irresistível não está em adicionar mais
dentes de alho à receita, e sim em criar um tempero mais
equilibrado. Uma boa dica é combinar o ingrediente com molho
de soja, suco de limão e ervas aromáticas. Juntos, eles
deixam o molho mais encorpado, realçam o sabor natural da
carne e ainda acrescentam um toque de frescor.
Essa é a proposta do cozinheiro espanhol Rafael Antonín,
conhecido nas redes sociais como Rafuel (@rafuel55). Sem
abrir mão da potência do alho, ele mostra como pequenas
mudanças no preparo do frango podem transformá-lo por
completo, deixando-o ainda mais suculento e cheio de sabor.
Combinação de ingredientes que faz toda a diferença no
preparo do frango
Receita pode ser feita com qualquer corte de frango
Nesta receita, o molho de soja (shoyu) exerce um papel muito
importante. Ele é adicionado enquanto o frango cozinha
lentamente, ajudando a intensificar o sabor da carne e a
formar um molho mais rico e cheio de personalidade.
Já o suco de limão entra para equilibrar essa intensidade,
trazendo uma leve acidez que deixa o prato mais fresco. O
alecrim e o tomilho, por sua vez, perfumam a receita e
acrescentam camadas de sabor sem competir com o protagonismo
do alho. O resultado é um frango extremamente suculento, com
um perfil de sabor mais complexo.
Além de saborosa, essa receita também é prática. Os
ingredientes são acessíveis e o preparo é rápido, levando
cerca de meia hora para ficar pronto. Por isso, é uma ótima
opção tanto para o almoço quanto para o jantar durante a
semana. Veja como fazer:
Como fazer o frango ao alho com molho de soja
Frango ao alho pode ser servido com diversos
acompanhamentos, como arroz branco, purê, salada ou legumes
salteados
Ingredientes
12 coxinhas da asa ou sobrecoxas pequenas de frango
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Suco de 1 limão
Ramos de alecrim
Ramos de tomilho
20 dentes de alho com casca
Azeite de oliva extravirgem
Molho de soja a gosto
Modo de preparo
Tempere o frango com sal e pimenta-do-reino a gosto.
Em uma frigideira grande, aqueça o azeite e frite o frango,
deixando dourar bem em todos os lados.
Adicione então os dentes de alho com casca, o suco de limão,
o alecrim, o tomilho, mais um fio generoso de azeite e um
pouco de molho de soja.
Tampe a frigideira e cozinhe em fogo médio-baixo por cerca
de 15 minutos, mexendo de vez em quando para que o frango
cozinhe por igual e absorva os sabores.
Sirva o frango com o molho formado durante o cozimento.
Quais acompanhamentos combinam com esse frango ao alho?
Na versão do chef Rafuel, o frango é servido sobre uma cama
de batata palha caseira, que cria um contraste interessante
com o molho e acrescenta textura ao prato. Mas essa receita
também combina muito bem com acompanhamentos mais
tradicionais.
O clássico arroz branco é uma das melhores opções para
aproveitar todo o molho formado durante o cozimento. Outra
alternativa é servir o frango com um purê de batatas bem
cremoso, que harmoniza perfeitamente com os sabores do alho,
do limão e das ervas.
Quem prefere uma refeição mais caprichada ainda pode apostar
em legumes salteados na manteiga, batatas assadas, arroz com
brócolis ou até uma salada verde simples para trazer mais
frescor ao prato. Assim, é possível adaptar a receita para
diferentes ocasiões sem perder o destaque do frango e do
molho.
A
psicologia afirma que as gerações
das décadas de 1950, 1960 e 1970,
que não tinham o dia inteiro preenchido
com atividades extracurriculares,
desenvolveram maior autonomia,
não por preguiça dos pais, mas
porque o tempo livre não estruturado
levava as crianças a decidir sozinhas o que fazer
Tempo livre não estruturado: estudo liga brincadeira livre a
4 áreas do desenvolvimento
Tempo livre na infância ajudava crianças a desenvolver
autonomia todos os dias
A infância que tinha vazios no relógio.
Antes da agenda infantil parecer planilha de adulto, muitas
crianças aprendiam a negociar, inventar e escolher sozinhas.
O que parecia apenas rua, quintal e tédio guardava uma lição
poderosa.
O tempo livre não estruturado ajudou muitas crianças das
décadas de 1950, 1960 e 1970 a formar autonomia porque
exigia pequenas decisões diárias sem roteiro adulto.
Escolher a brincadeira, resolver conflitos no grupo e lidar
com o tédio criavam uma escola invisível de iniciativa,
muito diferente da infância atual, cercada por atividades
extracurriculares, telas e vigilância constante dos pais.
Por que o tempo livre ensinava a decidir?
O tempo livre ensinava a decidir porque colocava a criança
diante de escolhas reais, mesmo pequenas. Sem uma sequência
pronta de aulas, treinos e compromissos, ela precisava
inventar o próximo passo, negociar regras e sustentar a
própria vontade.
Esse tempo aberto não significava abandono. Em muitas
famílias, pais acompanhavam de longe, enquanto crianças
testavam limites em ruas, quintais, praças ou casas de
vizinhos. A autonomia nascia dessa distância segura, onde o
adulto não corrigia cada movimento.
A American Academy of Pediatrics afirma que a brincadeira
contribui para o bem-estar cognitivo, físico, social e
emocional. Esse dado ajuda a entender por que o tempo livre
não estruturado tinha efeito tão amplo na formação infantil.
Infância com mais tempo livre fortalecia escolhas e
resolução de conflitos
Como as décadas de 1950 a 1970 moldaram crianças?
As gerações de 1950, 1960 e 1970 cresceram em um ambiente
com menos programação formal e mais convivência espontânea.
Muitas crianças voltavam da escola e encontravam horas sem
compromisso, uma espécie de território livre entre o dever e
o jantar.
Esse cenário não era perfeito, nem deve ser romantizado.
Havia desigualdades, riscos e normas familiares mais
rígidas. Ainda assim, as décadas de 1950, 1960 e 1970
ofereciam algo raro hoje: períodos longos em que crianças
organizavam o próprio mundo.
O aprendizado acontecia em cenas simples, quase domésticas.
Antes de virar lembrança com cheiro de calçada quente, ele
funcionava como treino emocional diário.
Decidir se a tarde seria de bola, bicicleta, leitura ou
conversa.
Combinar regras sem um adulto mediando cada conflito.
Lidar com frustração quando a brincadeira não saía como
planejado.
Voltar para casa com histórias, arranhões e soluções
improvisadas.
O excesso de agenda reduz a iniciativa infantil?
O excesso de agenda pode reduzir a iniciativa quando
substitui toda escolha da criança por decisões adultas.
Atividades extracurriculares têm valor, mas ocupam outro
espaço mental: alguém define horário, meta, regra, avaliação
e resultado esperado.
Quando a semana vira uma esteira de inglês, esporte, reforço
e curso, a infância ganha repertório, mas pode perder
respiro. As atividades extracurriculares ensinam disciplina
e habilidade, enquanto o tempo livre não estruturado ensina
autoria.
A diferença aparece na pergunta que a criança aprende a
responder. Em uma agenda cheia, ela pergunta “o que vem
agora?”. No brincar livre, precisa perguntar “o que eu quero
fazer agora?”.
Brincar livre e agenda cheia: o que muda?
Tempo aberto
A criança escolhe, testa ideias e administra o próprio
ritmo, inclusive quando aparece o tédio.
Agenda dirigida
O adulto define objetivos, horários e regras, com ganhos
claros de técnica e disciplina.
Equilíbrio possível
A rotina protege, mas precisa deixar frestas para invenção,
escolha e convivência espontânea.
Fonte: American Academy of Pediatrics, artigo publicado em
Pediatrics sobre brincadeira e desenvolvimento saudável.
O que os pais podem recuperar hoje?
Os pais podem recuperar hoje pequenos blocos de liberdade,
sem abrir mão de cuidado. A ideia não é copiar o passado,
mas devolver às crianças a chance de escolher dentro de
limites claros.
Para funcionar, esse espaço precisa parecer menos uma tarefa
e mais uma pausa verdadeira. Crianças percebem quando o
adulto transforma até o descanso em desempenho.
Reserve períodos semanais sem roteiro, curso ou meta.
Permita que a criança diga que está entediada antes de
oferecer soluções.
Combine limites de segurança, mas evite comandar cada
detalhe da brincadeira.
Valorize escolhas simples, como montar uma cabana, desenhar
ou visitar um amigo.
O tempo livre não estruturado também pede confiança gradual.
Crianças pequenas precisam de presença próxima; maiores
podem ganhar autonomia em camadas, como quem aprende a andar
por uma cidade interna.
Que infância queremos construir daqui para frente?
Queremos uma infância que tenha proteção, afeto e
oportunidades, mas também espaço para silêncio, tentativa e
invenção. O tempo livre não estruturado lembra que autonomia
não nasce de discursos sobre independência, e sim de
momentos em que a criança pode praticá-la. Talvez o melhor
presente moderno seja devolver algumas horas ao relógio
infantil.
Comece por uma tarde sem programação e observe o que a
criança inventa quando o mundo para de dar instruções.
A planta que sustentou povos no deserto por milênios e foi esquecida pela agricultura moderna
Um alimento do deserto que foi base de civilizações e caiu
no esquecimento moderno.
O tepari reúne características que nenhuma outra leguminosa
comercial concentra no mesmo grão.
Enquanto a agricultura industrial aposta em culturas que
exigem irrigação pesada, existe uma planta leguminosa que
produz 25 gramas de proteína por 100 gramas de grão seco,
resiste a temperaturas próximas de 48 °C e cresce onde quase
nada sobrevive. O feijão tepari (Phaseolus acutifolius)
alimentou comunidades inteiras no deserto por milênios, mas
foi abandonado quando tratores e monoculturas tomaram o
campo. A crise climática pode forçar o mundo a lembrar dele.
O que é o feijão tepari e por que ele resiste ao deserto?
O feijão tepari é uma leguminosa originária das regiões
áridas entre o sudoeste dos Estados Unidos e o noroeste do
México. Povos indígenas como os tohono o’odham o cultivaram
por milhares de anos em solos pobres, com chuvas escassas e
calor extremo, condições que matam a maioria das culturas
comerciais modernas.
O segredo está no sistema radicular. As raízes do tepari
alcançam camadas profundas do solo em busca de umidade,
extraindo água onde outras espécies não chegam. Essa
adaptação permite colheitas regulares mesmo em anos de seca
severa, tornando-o uma das plantas mais confiáveis para
regiões áridas do planeta. O tepari já é estudado por bancos de sementes, universidades
e organizações
A planta que sustentou povos no deserto por milênios e foi
esquecida pela agricultura moderna
O tepari já é estudado por bancos de sementes, universidades
e organizações
Quais são as vantagens do tepari sobre outras culturas?
O tepari reúne características que nenhuma outra leguminosa
comercial concentra no mesmo grão. Alta proteína,
resistência ao calor, baixa exigência de água e capacidade
de enriquecer o solo fazem dele uma solução completa para
ambientes hostis.
Os pontos que mais se destacam:
1
Proteína alta em condições extremas
Cerca de 25 gramas de proteína por 100 gramas de grão seco,
comparável ao feijão comum, mas produzido com muito menos
água.
2
Resistência ao calor de até 48 °C
Tolera temperaturas que levam culturas como soja e
feijão-carioca a estresse severo com perda significativa de
produtividade.
3
Fixação de nitrogênio no solo
Bactérias associadas às raízes enriquecem a terra
naturalmente, reduzindo ou eliminando a necessidade de
fertilizante químico.
4
Raízes que buscam água em profundidade
O sistema radicular alcança camadas do solo que outras
leguminosas não atingem, mantendo produção em secas
prolongadas.
Por que a agricultura moderna abandonou uma planta tão
eficiente?
A substituição não aconteceu por falha do tepari, aconteceu
por lógica industrial. A mecanização do campo a partir do
século XX priorizou culturas compatíveis com tratores
padronizados, pacotes químicos e cadeias de distribuição em
escala global. Milho, trigo e soja se encaixavam nesse
modelo. O tepari, não.
Fatores que levaram ao esquecimento:
Monoculturas mecanizadas favoreceram poucas espécies de
escala global e alto rendimento por hectare.
Políticas públicas e linhas de crédito concentraram recursos
em commodities exportáveis.
Programas de pesquisa investiram menos em culturas locais
adaptadas a nichos climáticos.
Sistemas tradicionais de consórcio foram vistos como
incompatíveis com a lógica industrial.
O grão pequeno e a colheita manual tornaram o tepari menos
atrativo para grandes produtores.
O cultivo tradicional em consórcio era realmente melhor?
Povos indígenas do sudoeste americano plantavam o tepari
junto com milho e abóboras, formando mosaicos agrícolas onde
cada planta cumpria uma função. O milho dava estrutura, a
abóbora cobria o solo e o feijão fixava nitrogênio. Esse
sistema, segundo estudos da FAO, reduzia erosão, melhorava o
aproveitamento de água e distribuía o risco produtivo entre
várias espécies ao mesmo tempo.
O tepari pode ser a resposta para a crise climática na
agricultura?
Com a expansão das áreas áridas e a pressão crescente sobre
os recursos hídricos, culturas que produzem proteína com
pouca água ganham relevância estratégica. O tepari já é
estudado por bancos de sementes, universidades e
organizações comunitárias como peça central de sistemas
agrícolas adaptados ao novo clima.
Veja como o tepari se compara a outras leguminosas em
cenários de seca:
Leguminosa Comportamento sob seca Resiliência
Feijão tepari
Phaseolus acutifolius
Mantém produtividade estável mesmo com pouca chuva e calor
extremo prolongado. Muito alta
Feijão-caupi
Vigna unguiculata
Boa tolerância ao calor e à seca, amplamente cultivado no
semiárido brasileiro. Alta
Feijão-carioca
Phaseolus vulgaris
Perde produtividade rápido sob estresse hídrico e
temperaturas acima de 35 °C. Média
Soja
Glycine max
Altamente dependente de irrigação ou chuva regular para
manter rendimento comercial. Baixa em seca
Faz sentido recuperar culturas ancestrais em pleno 2026?
Faz, e a urgência cresce a cada safra perdida por seca. O
feijão tepari não é nostalgia agrícola, é tecnologia viva
testada por milênios em condições que a agricultura moderna
só agora começa a enfrentar em escala. Resgatar essa planta
não é voltar ao passado, é usar o que ele já provou que
funciona.
Uma leguminosa que produz proteína com quase nenhuma água,
enriquece o solo sem fertilizante e sobrevive onde o
termômetro passa de 45 °C não deveria estar em segundo
plano. O tepari foi esquecido porque não cabia na lógica das
máquinas. Agora que as máquinas dependem de um clima que não
existe mais, talvez seja hora de ouvir o que os povos do
deserto sabiam antes de qualquer trator chegar.
Site gratuito restaura fotos de
maneira impressionante usando
Pesquisadores da Tencent, na China, desenvolveram um
algoritmo de inteligência artificial (IA) capaz de restaurar
fotografias antigas e com baixa resolução. A solução de
código aberto ajuda a recuperar imagens danificadas pela
ação do tempo em apenas alguns segundos.
De acordo com os cientistas, a ferramenta batizada de
GFP-GAN (Rede Adversária Generativa Facial Pré-Generativa,
em tradução livre) consegue corrigir pequenos defeitos sem
interferir na originalidade da foto, proporcionando um
resultado muito melhor do que outros sistemas disponíveis no
mercado.
Essa nova abordagem utiliza uma versão do modelo de IA da
Nvidia conhecido como StyleGAN-2 para eliminar ruídos,
corrigir vincos causados por dobraduras, destacar detalhes
obscuros e aprimorar as cores da fotografia, usando um
método descrito pelos pesquisadores como “sistema de
adivinhação”.
Quase perfeito
Ao contrário de outras soluções dedicadas ao aperfeiçoamento
de fotografias, a GFP-GAN não adiciona novos elementos à
imagem. Ela simplesmente limpa o cenário e, quando
necessário, preenche algumas lacunas com base em informações
obtidas por meio de um banco de dados.
Exemplos de outras ferramentas de restauração
comparadas com a GFP-GAN
O uso de métricas adicionais ajuda a inteligência artificial
a aprimorar detalhes faciais como olhos, boca e nariz.
Embora a ferramenta tenha sido criada para tratar imagens
antigas e de baixa qualidade, ela também funciona em
fotografias digitais corrompidas ou danificadas durante o
processo de captura.
Apesar dos resultados impressionantes, os criadores da
ferramenta alertam que ainda existem limitações e que o
modelo utilizado durante os testes precisa ser aprimorado
para evitar distorções que, ocasionalmente, podem causar uma
ligeira mudança de identidade da pessoa retratada
Como usar a GFP-GAN
Uma versão de demonstração pode ser testada gratuitamente no
site da GFP-GAN ou baixada diretamente no GitHub. Como
possui código aberto, a ideia é que qualquer pessoa possa
utilizar o algoritmo para realizar tarefas personalizadas
integradas a um novo software.
Segundo seus criadores, um novo modelo mais avançado deve
ser lançado em breve, trazendo algumas melhorias ao sistema
atual como reconhecimento facial aprimorado, detecção de
elementos com baixíssima resolução e capacidade de
preenchimento de lacunas com maior índice de acertos.